Sei do tanto de mim que eu perdi. O esforço em lembrar dói.
O medo de você dói mais.
Parece comédia, resido no mais antigo clichê - o lugar em que eu nunca acabaria. O famoso lugar.
Não parece tão ruim até o momento em que começo a procurar a saída. Vai além de saber aonde estou e o que preciso mudar. Vai além da mudança.
O mais irônico é que o clichê possui mil espelhos me encarando, quase que vingança, um clichê exponencial rindo por último. A tortura do óbvio.
Os conselhos, os pesadelos, as mentiras. Todas as circunstâncias mais clássicas me alcançaram e provavelmente algumas mais ainda estão em meu encalço. Por mais que eu tenha esperado acontecer, os grandes clássicos precisavam do elemento surpresa, do ridículo em ser inesperado.
O clichê é menos doloroso do que parece e menos familiar do que eu imaginava. É como uma pergunta antiga que não pode mais esperar resposta. A pergunta agora é a sua vida e pesa demais. É como a primeira vez que eu percebi estar só.
Como é que se diz adeus?
Como é que se ama alguém?
Mas agora o peso pesa na história.
Como é que se ama e diz adeus?
Como é que se ama quem esquece o amor?
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