Nasci ao oeste, ao contrário.
Acalmo e tento de novo.
Forma nova nasce das antigas,
Como se o cansaço não bastasse
e o amor nascesse de novo
Ao leste,
Obstinado a estar presente.
Como o dia independe da noite
E cada adeus subestima o retorno.
Dou-me como desafio
a uma luta tão pacífica,
que quase não faz sentido
que por pouco recusa abrigo.
Uma luta tão infantil
que vive lutando comigo.
Perco-me no sonho,
choro preso no peito.
Mas o caminho não se perdeu,
vive dentro de mim uma parte tão só
que é mais forte do que eu.
Vejo o começo explodindo num segundo
numa alegria incabível,
inacabável,
Reinando sobre qualquer coroa
Ruindo a qualquer hora,
Como quem espera despertar
cultivando força que suporte desfecho.
O Leste, tão longe
diz as horas.
Sou agora parte,
inteiro,
espaço, fim e recomeço.
Sou morada, repúdio e apreço.
Falta certeza, sobra amor.
Sou obra do óbvio,
Amanheço incompleta e serena
Imersa na eterna multidão.
Sou da saudade,
da causa
e da solidão.
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