“Porque há o direito ao grito. Então eu grito”

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

cor

atesto não haver
rica rima
que passe rente a nós

não há memória
que ateste a favor

amanhã
depois
e até
aonde você for

o dia será curto
a noite será calma
da mais fina angústia
da mais clássica apatia

repito
não há cor
de tom algum
que os olhos possam ver
não há noite
não há dia
nem sangue
não há chuva

é tão normal
frio
seco
invisível


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