“Porque há o direito ao grito. Então eu grito”

sábado, 14 de maio de 2011

não

Vivias a criticar
a confusão dos meus sinais
as chegadas e partidas;

Vivias a moldar
as minhas falas
o meu gosto
no teu rosto.

Teimava em descobrir-me
pelo puro orgulho de saber
o veneno no gosto do poder...

Se queres ainda resposta
saibas que de mim desconheço
a parte a te intrigar
sem despertar apreço;

Saibas que não mostro
mesmo sendo obra tua
a marca recortada
da história escrita em mim.

Caminhas tão ileso,
e precisas saber
do meu íntimo
do meu lado?
não.

Caminhas sem pressa
sem peso
e esperas ainda a chave?
É tarde:

Não és mais bem vindo aqui.

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