“Porque há o direito ao grito. Então eu grito”

domingo, 8 de maio de 2011

(nós) depois de muito tempo

Os dias passaram e não vi você.

Dormi e esqueci a porta fechada. De qualquer jeito, você não voltaria. Voltaria?

Desculpe pelo que deixei passar. Até hoje não sei o que foi. Nós dois ainda somos os mesmos. Ainda somos nós dois? Desde o dia em que deixamos de ser, voltar pra casa é cansativo.

O seu olhar é cansativo. Frio, explícito. Diz não precisar de mim mas está sempre aqui (é irritante como meu orgulho ajoelha perante o seu e como afeto é sincero). Assiste à noite como se fosse parte do escuro. Sabe muito de mim – mas me olha tão pouco. Tão tarde. Tão estranho quanto nós.


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