“Porque há o direito ao grito. Então eu grito”

quinta-feira, 15 de abril de 2010

a seleção não é mais natural.

Fato: somos cobrados demais. Estamos sempre correspondendo a alguma expectativa. As pessoas simplesmente custam a aceitar que somos do jeito que somos e acham surpreendente o fato de não mudarmos.
Devemos ser mais, ter mais, ganhar mais - sempre mais. Alguns exigem saber o que sentimos, e como se não fosse o bastante, querem julgar se sentimos certo ou não. Somos muito frios, muito quentes, inteligentes, feios, bonitos....Querem rotular se somos o suficiente - como se fosse simples assim.
É claro que procuramos compartilhar semelhanças, mas pecamos ao buscar demais. Erramos tentando moldar os outros para dar o que estamos dispostos a dar, erramos ao esperar que nos dêem tudo que queremos receber.
Culpamos os outros pelas nossas decepções, quando os únicos culpados somos nós, por estabelecer padrões e metas a serem alcançados, como se todas as pessoas, relações e sentimentos tivessem algo a obedecer.
Nossas expectativas passaram a ser muito altas, porque passamos a ser muito egoístas...esquecemos que os outros têm outras necessidades, vontades e personalidades. A vida cobra tanto que nos faz sentir no direito de cobrar também. Cobramos tanto que esquecemos como a realidade é complexa, que a tendência é fugirmos a regra, e que somos definidos por nossas exceções.
O ideal é relativo e a perfeição é utopia.

"Vão falar que você não é nada
Vão falar que você não tem casa
Vão falar que você não merece que anda bebendo e está perdido
E não importa o que você dissesse
Você seria desmentido
Vão falar que você usa drogas e diz coisas sem sentido
Se eu for ligar para o que é que vão falar não faço nada
Eu procuro tentar entender
Porque eu sou tão importante pra você
Já que é bem melhor ser importante pra si mesmo
Eu não quero mudar ser mais discreto ser mais esperto
Já cansei de propostas de dar respostas e ter que dar certo
Até que o mundo gire ao meu redor ."
(capital inicial)

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