Inventamos túneis, passagens, atalhos e avisos, mas a verdade é que não sabemos conduzir nossa própria existência. Não existem sinais vermelhos nos dizendo quando parar ou luz verde garantindo que podemos seguir, não existe sinalização apontando curvas bruscas ou buracos, nós estamos sujeitos ao acaso. Podemos bater a qualquer momento.
A verdade é que vivemos no escuro e nossas escolhas são baseadas em palpites e instintos. Tomamos as escolhas que acreditamos serem as certas porque não podemos prever nada, e muitas vezes erramos - nosso poder de escolha é infinitamente menor do que pensamos. Nossa fé, por outro lado, é infinitamente maior do que julgamos. Nos leva a traçar rumos, nos leva a acreditar que há sempre algum lugar a ir, algo a ser conquistado, alguém nos esperando. Somos movidos pela crença de que há sempre algo mais, a luz no fim do túnel não se resume a nada além da nossa própria fé. Nunca teremos respostas para todas as nossas perguntas, mas adotamos causas para viver, precisamos de motivos pra continuar.
Religiosos, cientistas, ateus.....O ser humano é fadado a ter fé. É a sua essência, o que nasce conosco e permanece até o fim. É o motivo de darmos tudo de nós mesmos dia após dia.
Mapas podem apontar caminhos errados, planos nem sempre dão certo, sonhos acabam, e sempre temos tudo a perder, mas nos agarramos a esse risco com unhas e dentes, lutamos por ele - esse risco é a nossa vida.
Não podemos tomar caminhos alternativos para evitar acidentes, não temos como retornar e nunca sabemos se vamos chegar aonde queremos ir, só continuamos indo.
"E só o acaso estende os braços a quem procura abrigo e proteção."
(legião urbana)
domingo, 11 de abril de 2010
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Vivian, mais uma vez sensacionais suas palavras. Perfeitas. Adorei. E nem preciso dizer que concordo em gênero, número e grau, né? rs
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