“Porque há o direito ao grito. Então eu grito”

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Seria

nós andaríamos de mãos dadas
até que os caminhos se esgostassem
exaustos dos nossos passos

nós diríamos absurdos
sonharíamos sonhos emprestados
e acordaríamos outro dia

nosso choro seria um convite
para um coração imenso
seríamos a memória inesgotável
da volta pra casa

minha mão escreve
sem encontrar a sua
minhas pernas não caminham
sabendo que as suas não tocam o chão

o meu coração,
pequeno
o meu convite,
ausente

minha memória constrói sua volta
não sei aonde você mora

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