“Porque há o direito ao grito. Então eu grito”

sábado, 24 de outubro de 2015

agora

se houvesse alívio
tentei ser mais doce
quis dar adeus
e na despedida entendo
o quanto preciso ir

sei da dor que desconheço
dos dias que perdi
mas deve existir
um jeito de falar de você
sem que palavras me traiam
sem que eu esqueça a razão
pela qual não posso esperar por sua voz
pela visão do seu rosto
pelo seu abraço

é típico de mim
esse adeus sem sentido
firme como quem briga
mas você foi diferente

nunca pude de verdade ficar
vi o último dia desde o primeiro
você sempre foi tão forte
e o único por quem desejei voltar
você sempre veio comigo
e eu não pude te levar

sei do silêncio que fica
e a sua ausência invade a casa
mas você nunca esteve aqui

sei do nosso adeus
eu nunca me despediria outra vez

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