“Porque há o direito ao grito. Então eu grito”

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

sorte

ora levo-te como ardor no peito
ora prezo por ti como velho amigo
e por vezes ainda
tenho-te como o que basta

é como o princípio que explode
o futuro que tarda
e o presente que anseia

quero-te como história que conto
como canções decoradas
como uma vida que passa

por vezes desatinei
e vi a luz apagada
por vezes a magia extinguiu-se
e existiam somente as mãos dadas

entrego-me como quem cai
sorrio como se nada cortasse
por vezes encontro certeza

entendo como quem sempre confia
e amo como quem desafia o tempo
ou se faz dele aprendiz

espero como tudo passasse
como adulto que sopra a ferida
e das mudanças
tenho-te como âncora

as vezes levo-te como parte de mim
as vezes partes de mim
e levo-te como um outro ser que se adora

por vezes me perco e demoro
mas construo o caminho
tenho-te como o nascer do sol
e em saudade renasço

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