“Porque há o direito ao grito. Então eu grito”

domingo, 11 de novembro de 2012

por amor

caminho até você
e te encontro no escuro
é pela dor de uma morte minha
e de um nascer teu
que desponta e desatina
todo antes e depois

e é assim que nas verdades
na correnteza do meu pesar
descubro em você
fonte de tudo que se bebe

e é por amor
e somente por tudo
o que se leva em seu breve
ou longo reinado
que por decreto te levo
por onde for

e carrego o que dói e não cura
fogo a arder em brasa
numa febre cheia
do não entender
de sim e não
um constante e cansado abraço
do amanhecer vencido

o que mais seria a luta
que travo com fé
e assisto sem enxergar
cuido em não falhar a vigília
em desconhecer limites

é seu o que entrego
e é você causa das quedas a maior
mas somente por essa forma
(a tornar o meu viver descuidado
tão simples e ausente de trégua
prestes a ir sem nunca acabar)
somente por esse querer
(tão pobre em seu molde
nunca precisa pedir
e de nada parece viver)
É que é eterna a força
a me levantar

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