“Porque há o direito ao grito. Então eu grito”

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

deriva

não há mais certeza
resta a pergunta pacífica
de se deixar viver

não se procura resposta
falta tempo e palavra

é a hora
da qual se fala
marcada na pele

são os muros
o teto
o chão
o medo
cedendo

é soma
curva
é par
e ímpar

um lugar que se cria
um espaço que se ganha
a presença que basta

a porta aberta
a espera cessou


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