“Porque há o direito ao grito. Então eu grito”

sábado, 25 de agosto de 2012

Conta

Nem sempre contamos os fatos, quase nunca lidamos com o que conhecemos. Na maioria das vezes, estamos de passagem - mais do que gostaríamos, estamos a passeio. De única a certeza que nos une falamos no plural. Tamanho o espaço entre nós, a busca é eterna.
Contamos - tempo, distâncias, notícias, histórias, uns com os outros. Das tantas somas, de pouco damos conta. Mesuramos porque o infinito aflige. Porque a grandeza do que perdemos dói e precisamos fazer ideia. 
Do limite entre nós e as lembranças. Do que cabe entre o passado e o que trouxemos conosco. De quanto dura uma vida. De como o perdão é leve. Do quanto pesa a ausência. Do quanto as quedas são bruscas. De quanto falta. Quanto se perde ao esquecer. Quanto se ganha ao caminhar. De quanto custa se entregar. 


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