“Porque há o direito ao grito. Então eu grito”

sábado, 29 de maio de 2010

última vez

eu podia dizer adeus
mas a certeza nunca foi parte do todo
faço-te rascunho
não encontro definição

ainda imploro
e não entendo
é maldade

é a força que não tenho
o dia que não chega
sonho cansado

é vidro que corta
a raiva
e os fios arrancados
deserto sem sol
sem fim

covardia
é ter em mim
o que não me cabe e nem acabe

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