"seguinte.....na vida a gente precisa de duas coisas: coragem, e coragem."
(Felipe Vieira)
Faço minhas as suas palavras.
Coragem pra descartar o que precisa ser descartado, coragem para encarar o risco das nossas ações e arcar com todas as consequências....
Coragem para pedir com fé o suficiente pra receber. Coragem para destoar, crescer, sentir, sofrer.
Nem toda luta é honrável e nenhuma fraqueza é ausência de força. Lutar contra nós mesmos, quando algo dentro de nós grita por liberdade é covardia.
Dançar conforme a música quando se pode compor um novo som, se acomodar com uma realidade que não agrada e silenciar o grito instintivo e iminente é covardia.
Acima de tudo, a raiz do medo é decepcionar a quem não podemos dar as costas por muito tempo: nós mesmos. Somos nós mesmos a batalha e a paz, a vitória e o fracasso - e a ambiguidade assusta.
Foi preciso coragem para escrever as linhas que faltavam, para aceitar o vazio que se sente, para agir quando não houve pedido e ir quando não houve convite.
Sempre será preciso coragem para viver distraidamente, viver de verdade - sem esperar pela próxima vez.
Usei a tal palavra seis vezes, e esse número não é nem de perto o necessário.
domingo, 30 de maio de 2010
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Seis vezes coragem foi preciso, para com, o número mítico do sete pele, escrever um texto de tamanha beleza e força.
ResponderExcluirCom a repetição da palavra que falta ao homem, Vivian Duque construiu um texto que há muito tempo não me faz ver as coisas de um modo muito simples: "como elas de fato são".(charles bukowski).
_o mesmo disse: "o inferno é a gente que faz". E Vivian Duque destrincha no poema o místico seis, e diz para todos que o que o falta de verdade. E o faz com amor.
"Acima de tudo, a raiz do medo é decepcionar a quem não podemos dar as costas por muito tempo: nós mesmos." soa como um grito de uma Amazona, que no contrafluxo das coisas está olhando para a frente. E que a frente seja ela frente, enquanto não mudamos de caminho.
Principalmente: "Coragem para destoar, crescer, sentir, sofrer".
O sofrimento, é a alavanca do crescer das nossas vertentes mais profundas, é talvez o não " silenciar o grito instintivo e iminente é covardia", Vivian.
O crescimento e o sentir, coladinhos. Somos artrópodes rompendo essa casca o tempo todo.
Esse poema destoa nesse blogue, e destoa dentro de mim, não só por que eu pude participar dele, ou porque essa menina tenha um quê de inexplicável muito bom, as palavras desse jeito, ficaram - como que postas na ponta de uma espada - muito gostosas. Mas principalmente, porque na vida, disse Vivian Duque, precisamos de seis coisas:
coragem, coragem, coragem, coragem, coragem, e coragem.
Beijos.
engraçado, abrindo blog muitos meses depois, e lendo meu comentário, gostaria de mudar algo se o reescreve-se novamente hoje, seria apenas uma pequena partícula de mudança, mas seria:
ResponderExcluir"o mesmo disse: "o inferno é a gente que faz". E Vivian Duque destrincha no poema o místico seis, e diz para todos que o que o falta de verdade. E o que falta é amor."
Beijos, do seu sempre Felipe.