“Porque há o direito ao grito. Então eu grito”

sábado, 1 de maio de 2010

a dor vive

abraço - a como velha amiga
sempre por perto
é bem vinda
adverte
leva de mim o que não é meu
a ilusão infiel

conheço - a ao longe
caminha no escuro
silêncio
na pressa de passos perdidos
nos olhos úmidos
carrega
estupor crescente

recebo - a sem surpresa
sem desgosto
é a parte mais fiel
prova viva da entrega
olho - a
temperança
tempestade
olha - me
ceifa sem explicar
cresce sem espaço
consome sem pedir

amanhece, anoitece
flutua, afoga, transborda
não falha
não tarda
não ouve
persiste.

Um comentário:

  1. acho incrível como voce se supera a cada poema... você está tomando forma cada vez mais linda sem perceber =)

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