“Porque há o direito ao grito. Então eu grito”

segunda-feira, 5 de abril de 2010

03:28

Eu sou o inverso de dentro pra fora. As vezes o que eu sinto se traduz em palavras amargas - é como se a avidez em expressar sentimentos me fizesse fracasar nisso. O que eu digo soa indiferente, frio, distante. Passava horas esperando pra dizer as palavras que iam consertar tudo, e quando chegava a hora, tudo saía confuso, ferindo, quando saía. Eu quero mostrar e não posso. Oscilo entre o que sou e o que pareço, é como se meu reflexo não me refletisse. Paciência. Restam-me as palavras incompreendidas, minha suposta incoerência entre pensar e fazer, sentir e dizer. Justo eu, quem nunca quis dizer nada da boca pra fora.

[É uma agonia imensa querer alguém perto de mim e dizer tudo que faz ir embora.]

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